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Para que servem os Portos Secos?

O porto seco é um conceito cada vez mais usado, ainda que seja estranho ouvir falar numa instalação portuária sem água. Esta recente alternativa pretende aliviar a densidade de carga dos portos marítimos.

 

 porto seco

 

O que são os portos secos?

Um porto seco é um terminal interno conectado a um ou a vários portos marítimos através de um sistema de transporte de mercadorias definido como intermodal.

 

O crescimento das transações no comércio externo precisa de mais espaço e de pessoal que possa gerir as cargas, sendo que este recurso favorece a descongestão nas zonas de tráfego mais intenso, e assim apoiando a cadeia de abastecimento.

Neste sentido, libertar um porto marítimo do crescente volume de atividade beneficia consideravelmente este setor, marcado pela escassez de infraestruturas adequadas.

 

Qual a diferença entre uma plataforma logística e um porto seco?

 

A principal diferença entre uma plataforma logística e um porto seco radica na possibilidade de, a partir de um porto seco, poder ser realizado todo e qualquer controlo aduaneiro, o que permite uma poupança de tempo nos processos.

 

Com as alterações motivadas pela evolução das plataformas logísticas, multiplicada pelas diferentes realidades de cada país, têm surgido novas denominações e definições de infraestruturas; no entanto, três aspetos condicionam a realidade de um terminal intermodal:

—os limites fronteiriços entre os países por onde um trajeto é realizado;

—as infraestruturas;

—os veículos de transporte utilizados.

Esta alternativa multimodal apresenta diferentes configurações, sendo que a mais habitual é a combinação dos transportes terrestre (rodoviário e/ou ferroviário) e marítimo.

 

Benefícios e Inconvenientes de um Porto Seco?

 

Em Portugal, esperou-se 10 anos para a criação do primeiro porto seco, instalado em 2020, na Guarda. O Brexit veio intensificar esta necessidade, prevendo-se um aumento do número de portos secos para breve.

 

Os principais benefícios são:

—diminuição do impacto ambiental: no caso do transporte ferroviário, existe uma descida acentuada das emissões de gases poluentes;

—serem uma alternativa a portos marítimos, resultando numa descentralização da mercadoria e consequente redistribuição mais equilibrada do tráfego;

—apresentarem as infraestruturas necessárias para acolher zonas de armazenamento, escritórios de administração e gestão, estacionamento e depósito de contentores, para além de serviços aduaneiros;

—maior e mais diversa oferta de emprego, em territórios diferentes.

Claro, existem também aspetos menos favoráveis:

—sem o devido planeamento urbano, estes elementos podem dar origem a zonas de caráter periférico, pouco adequadas à habitação e à vivência extra-profissional;

—necessidade de um volumoso investimento inicial;

—o transporte terrestre, nomeadamente o rodoviário, devido às suas inconstâncias horárias, poderá interferir no bom funcionamento dos portos secos.

 

Ainda assim, a definição destes espaços, pela sua polivalência e possibilidade de dispersão territorial, pode ser atrativa até para quem não está relacionado diretamente com a atividade.

 

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